segunda-feira, 20 de julho de 2009

bobagens de segunda-feira

Eu tenho uma confissão a fazer. Sacomé, tentativa de ficar leve.
Estava agora lendo o blog da minha prima, gracinha de pessoa, olhinhos verdes que Deus lhe deu.
E eu cheguei a conclusão de que: tudo que escrevo, é da maneira dela. Acho que no fundo - nem tão fundo - invejo sua mente perturbada, invejo como as palavras brotam da cabeça - dos dedos? sei lá - dela, invejo ela. Mas é inveja boa, se essa existe, eu juro que é.
Eu também queria ter a memória boa que ela tem, os momentos que ela teve e que eu nunca tive, e que nunca vou poder ter, eu sei.
E é isso, nesse post pela primeira vez não pensado, quem sabe pela primeira vez completamente sincero, e para ninguém ler.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

one day i fly away.. (8)


Então, 16 anos, né. É. Comemorem por mim, amigos, e me poupem o trabalho de ter que me desculpar. 16 anos não é diferente de 15 anos e 394 dias.
Mas, enquanto vocês comemoram um ano a mais, eu celebro outra coisa. Aliás, outras.
Celebro abraços sinceros, felicidade alheia (a que não incomoda, claro), presentes de pelucia, comprados, feitos, tanto faz - de graça, até injeção na testa.
Hoje, meus amigos, eu só tenho a celebrar meus anjos particulares - os valentes guardiões de um dos meus 6324 dias de vida.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Se..

Se teus olhos miram os meus
Se é neles que me afogo -
lagoas verdes feitas de prata-
Então neles, apenas,
quero a minha salvação.

Se teu calor busca o meu
se se axa no meu, se se queima no meu..
Então num arroubo eu te queimo,
e me queimo, e morremos.

Se são teus braços que vêm até mim,
Me abraça - roba a vida pelo toque!
Te abraço, te entrego:
leva-me tudo e leva a mim.

E se teus lábios contra os meus
fosse então a morte... ah
Doce, desejada morte!
E o mais perfeito dos infernos.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

They were all yellow


Eu nunca entendi bem as estrelas. Sei lá o que há pra entender também! Mas, seja como for, eu as adoro.
É, simples assim, adoro, idolatro,sou fascinada, bla bla bla. Mas, que é que liga mesmo? Hm,pois é.
Hoje em dia as pessoas não ligam mais pra isso. Veja, colega, com tanta coisa pra se ver, porque diabos olhar pra cima?
Bom, minha resposta é simples. Como você se sentiria se as estrelas, um dia,deixassem de olhar pra baixo?

sábado, 18 de abril de 2009


Eu odeio segredos. Não sei vocês (alguém?) mas eu gosto de entender tudo. Quer dizer, no fim, quando tiramos todo o sarcasmo, as frases de calendário, os argumentos inventados, tudo o que me sobra é o meu parco conhecimento...
O pior de tudo é o desespero. De saber que você não saberá, e pra sempre vai ser assim. Ninguém vai se compadecer de você, meu caro, te chamar num canto e te cochichar o que você quer saber, então acostume-se!
Pois é, eu não aprendi a me acostumar.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Simplicidade acima de tudo (y)


(Não é interessante o modo como, quando queremos desabafar não há meios, e quando finalmente há, não sabemos o que dizer?)
Prova de Filosofia. Questão número 3. Pergunta: 'Como vai você? Justifique'.
Exatamente, diga como vai você e ainda justifique.. mas que raios de pergunta é essa? Como querem que eu ponha num pequeno pedaço de papel tudo o que eu sinto, toda a forma como vejo e interpreto o mundo? É conspiração, só pode. Subjetiva nessa pergunta está outra : 'conte-nos o que anda fazendo, como anda agindo, delate-nos seus sentimentos, seus pensamentos, entregue-nos sua liberdade e deixe-nos a par de tudo a sua volta. Muahaha'.
Aulas de filosofia deveriam servir para se filosofar. A bendita alma que pensou nessa pergunta, infelizmente, não pode ouvir a resposta (não tão a altura) que eu queria ter dado: hahaha, conspiradores, flagrei vocês, irei gritar aos quatro ventos a balbúrdia que desejam fazer na mente alheia!Não xeretem a minha vida!
O que? Não falei nada demais u.u'. Apenas pense duas vezes antes de fazer uma pergunta tão profunda. Afinal, Platão não entrou no seu livro de História querendo saber suas fofocas. Entrou por filosofar. Estou eu errada em querer o mesmo na aula de Filosofia?

segunda-feira, 31 de março de 2008

vida: amargamente doce.


Eu queria ter idade para tomar vinho. Ah, ter meu próprio vinho tinto doce, chique e arrogante em sua garrafa rebuscada, como que zombando de mim por não ter uma igual. Tomar um cálice cheio nos momentos de 'vazio', com pose de quem esnoba o nada. Imaginem...
'-Você ta triste, quer conversar? Desabafar?
-Não posso, estou tomando vinho. O meu vinho.'
E creio também que seria muito mais eficiente do que escrever, do que dizer palavras vazias sobre absolutamente nada de importante.. será?
Então, quem me paga um refrigerante enquante minha idade vinícola não chega?